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Ócio e Solidão interior

O texto a seguir é mais longo do que a maioria costuma ser.

Me sinto incompleto, como uma receita de bolo pela metade. Não no sentido de que preciso de alguém, mas em geral. Parece que as coisas pararam de acontecer para a minha pessoa. O ócio começou a dominar a minha vida.

Rotina. Sempre quis fugir disso, quis transformar cada dia em algo novo, inovador, ou modificar para que cada momento que eu passe seja diferente e não acabe matando a mim mesmo pelo déjà-vú.

A internet que antigamente era discada e lenta parecia mais divertida. Hoje, apesar das conexões altas e conteúdo infinito – de qualquer coisa que já existiu no mundo e vai existir -, tudo se resume em F5 – o atualizar. Você mexe no Twitter, olha seu Orkut, seu Facebook, vê vários vídeos no Youtube. Nisso, passou-se, sei lá, uns quarenta minutos? Okay. Então você aperta F5. Agora você tem coisa nova, a internet não pára – a comunicação via internet me surprende até hoje pela facilidade de se conversar com o mundo. Já parou pra pensar nisso? – e dessa vez, você perde mais uns 10 minutos. E novamente um F5. Agora você perde 5 minutos. Então busca outro site: um de humor, um de interação, ou um outro que te geralmente salva do tédio.

Certo tempo passa e você vai naquele programa chamado Windows Live Messenger – o gigantesco MSN. Qual a sua função? Conversar. Mas você sabe que não quer conversar. Quer algo mais. E então alguém começa a conversar com você. Fala sobre as mesmas coisas e mesmos assuntos cansativos e velhos. Opa, outra pessoa começa a falar com você: e ela é muito chata. Tão chata que você a bloqueia. Pronto. Está feito. Você sai do MSN. De volta ao F5 das redes sociais e a mesma rotina.

Filme? Jogo? Jogo online? Textos? MEH. Eles não parecem tão importantes ou motivadores pra mim agora.

Fora da vida internética – que termo mais gay -, você vai pra escola, tentar ler um livro, faz algum curso, talvez até trabalhe. Mas é a mesma rotina. Se diverte bastante. Mas sabe que algum momento do expediente você vai se sentir sozinho e que nada está perfeito. Essa é a solidão interior.

Solidão interior é o termo que eu estou criando – talvez alguém já tenha criado, mas com outro nome, ou outro sentido, ou … – para tentar descrever essa sensação. Não adianta conversar, ter pessoas ao seu redor, na internet ou na vida real. O importante é estar bem consigo mesmo. E você não está. Sente que, como eu disse, está incompleto. A rotina matou o seu interior. O seu ser está solitário e precisa de algo novo, de algo sem descrição.

Estar com amigos, estar com muita gente, mas estar sozinho. Estar em algum lugar mas ele não estar em você. Conversar, hablar languages, but you não se comunica. Buscar novos desafios, objetivos, dependências amorosas e coisas que te confundem os sentimentos e te acendem a pequena chama da vela do seu viver.

As mesma coisas que te divertiam se repetem contantemente e superam o nível da rotina, se tornando no ócio, o que causa a solidão interior. E isso é o que acontece. Não sei por quanto tempo isso vai durar. Coisas novas sempre aparecem. Alguma surpresa aparece algum instante. Boa ou ruim ela terá um significado no futuro.

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