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Infância #1: Márcio, o viciado

Um coisa que eu percebi: o ser humano sempre vai ter vergonha da versão dele “ontem”. Sempre “evoluimos” de uma forma. Pelo menos é assim que pensamos. Podemos estar ficando cada vez mais pobre, com doenças e assistindo BBB, mas ganharemos experiência com isso, aprenderemos alguma lição.

Bem, como eu disse, ao ganharmos essa “experiência”, tudo que você fazia antes disso se torna extremamente embaraçoso. Quer um exemplo? Olhe o seu passado, a sua infância. Você fazia coisas horríveis né? Que vergonha, caro leitor. Eu me sentiria mal pelo que você fez. Aquilo que na época parecia normal pra você, hoje te causa arrepios de vergonha e você quer passar longe disso.

Você lendo o que postou num fórum há 3 anos.

A internet que o diga. Algo que você escreveu há 5 anos passa a ser a coisa mais constrangedora que você já fez.

Foi então que eu re-re-achei um caderno antigo que tinha na 5ª série (11 anos de idade, para os noobs). Naquilo escrevi algumas histórias e fazia rascunhos e coisas assustadoras para um pré-adolescente. Dentre elas, uma série de histórias sobre um menino chamado MÁRCIO.

Nessa série, eu escrevia sobre o tal Márcio e seus vícios ao longo do tempo, que variavam desde video games à comida. A série se chamava “Márcio, o viciado“.  Eu devia ter começado a escrever essa série com uns 9, 10 anos. Não consegui achar os dois primeiros episódios – que provavelmente eram sobre video-game e computador respectivamente -, mas naquele caderno o terceiro episódio está a salvo. Pensando nisso – para minha infelicidade e alegria de vocês, – eu resolvi postar aqui o episódio 3 – o único que achei 😦 – dessa “empolgante”  série. Lembrando que quando escrevi o 3, eu tinha onze anos e não era normal (ainda não sou, mas com 11 anos eu agia como quem tinha usado LSD naturalmente)


clique para ver maior

Escreverei da mesma forma em que o texto se encontra, então não reclamem de erros ortográficos. Apenas sintam a vergonha alheia penetrar os vossos corações.

Márcio, o viciado 3: viciado por mini-games

Depois do escândalo do video game e do computador, Márcio se cansou dessas coisas eletrônicas. Agora ele tem 13 anos, seus pais estão pobres e um deles está desempregado.

Fim! Mas não termina assim: ainda tem muita coisa pela frente.

Márcio mudou de bairro e depois de cidade. Está um pouco atrasado na escola que ele não liga muito.

A única coisa que Márcio ainda gostava era playcenter, HopiHari, parque de diversão e etc. Um dia teve passeio na escola, do Playcenter. Os pais de Márcio estavam tão pobres que não tinham R$11,00 para dar à Márcio que ficou acabado. Na rua do lado da escola tinha uma lan House que tinha computador e video-game, também tinha um campeonato de Playstation 2 que quem ganhasse, de prêmio ia ganhar R$ 100,00 e um Game Boy Advanced. Márcio não pensou duas vezes e foi na Lan House para se informar melhor. O cara da Lan House falou que tinha que pagar R$5,00 para entrar no campeonato. Márcio só tinha R$4,00 e resolveu pedir para o pai dar R$1,00 para completar.

Seu pai perguntou para que ele queria R$1,00, e Márcio falou que era para comprar balas e chicletes. O pai desconfiado tirou R$1,00 dos R$3,00 que ele tinha na carteira e deu para Márcio.

Márcio foi direto para a Lan House e começou a jogar. O jogo era: GTA San Andreas, o primeiro que fizesse 10 missões em menos tempo ganhava o prêmio. Ele conseguiu chegar na missão 9. E o ex-amigo dele João (aquele do computador) conseguiu passar as 10 em 25 minutos. E Márcio ficou em segundo lugar.

O segundo lugar ganhava uma medalha, R$20,00 e um mini-game simples.

Márcio ia vender o mini-game para um cara que comprava eletrônicos. Mas antes ele queria ver como era o mini-game.

Márcio gostou tanto que com aquele dinheiro que ele ganhou que que era para o passeio da escola, ele comprou mais 4 pilhas para o mini-game. Márcio começava a ficar viciado, que não era nada bom. Márcio faltava na escola para jogar o simples game portátil.

Até um dia acabou a pilha e ele não tinha dinheiro para comprar mais. Só que a mãe dele gnhou um emprego de presidente de uma fábrica muito famosa.

Depois de um tempo Márcio e sua família ficou rica. Seus pais não sabiam que ele matava aula para ir jogar min-game escondido. Márcio pediu para sua comprar um Game-Boy Advanced. Sua mãe ficou meio assustada com o pedido, pensou que ele ia ficar viciado de novo, mas pensou melho e comprou o Game-Boy.

Márcio chegou a ficar um mês fora da escola começava o novo vício de Márcio. Logo com os tempos Márcio pediu um Nintendo DS e depois veio o fantástico PSP, o mini-game que Márcio mais ficou viciado. Márcio pra onde ia, levava o PSP que acompanhou ele viajando para uma gigante casa, em Belo Horizonte. Seus pais começaram a perceber que Márcio não era o mesmo depois dos mini-games.

O único jeito de deixar Márcio sem nenhum vício nunca mais não é deixar ele mexer com eletrônicos. A mãe de Márcio aproveitou que ele estava no banheiro pegou o PSP dele e jogou na casa de um primo dele.

Quando Márcio viu que o PSP não estava lá quase teve um troço. Ele sumiu de casa e ficou 2 dias na rua. Ele voltou em casa chorando com saudade dos pais. Márcio jurou que nunca mais ia viciar em alguma coisa.

É o fim da penúltima sério de Márcio que na proxima e última… GORDO DEMAIS VÍCIOS.

Como vocês perceberam, existem várias citações dos antigos episódios, uso de adjetivos e verbos de forma inigualável. Talvez eu tenha sido o melhor escritor aos 11 anos que já existiu.

TÁ OK, ISSO FOI UMA MERDA. Não sei como tive a coragem de postar isso aqui – inclusive as imagens. Muita vergonha desse barato.

Mas voltando ao texto, como a última linha sugere, aqui vai a sinopse do quarto episódio (que eu apenas comecei e não terminei):

Márcio, o viciado 4: Gordo demais vícios

Márcio continua rico e com forme e começa a ficar gordo e relelembrar* dos vícios antigos que tormentam, ele fica com aqueles três vícios e esse novo gordo demais que é considerado o maior e pior vício que ele já teve. Aí ele tem 15 anos e 90kg.

*estava escrito dessa forma.

O passado condena, amigos. Uns, quando guardados, causam a nostalgia, outros, apenas a vergonha e vontade de morrer.

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