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Jordan’s Field TRIP #1 – Morro do Elefante, Pedra do Baú

Há quanto tempo eu não posto aqui? 16 de novembro, puta merda. E nem foi um texto que fiz pro blog, eu só transcrevi pra internet. Se considerar um texto mesmo pro blog, vamos pra data de 5 de outubro.

E pra compensar, pensei em vocês e vou escrever algo aqui, OBVIAMENTE, apenas para o meu interesse hahaha. Vai ser uma espécie de diário de bordo da minha viagem para Campos de Jordão que começou, bem… hoje. Sim, eu estou em Campos de Jordão agora e esse é meu diário de viagem, do que eu fiz, do que visitei, o que achei, enfim…

Estou viajando com meus pais e meus tios apenas. Gostaria demais de que minha namorada pudesse ir, mas como não deu, ficarei solitário aqui, no frio, morrendo… aos poucos… sem ninguém… ninguém.

Ok.

Saímos pela manhã lá pelas 10h, e eu me preparei fortemente para a viagem, com um roteiro do que fazer na cidade, do que levar e claro, um mapa que imprimi pelo Google Maps (e descobri sua função nova de fazer imprimir perfeitamente todo o percurso pra você apenas selecionando o lugar de partida e o destino).  No final das contas nos perdemos (mas foi até melhor), tudo culpa da falta de placas.

Perto de chegar, vimos a serra. Já fiquei animado. Fucking mountains.

Chegamos às 13. Sabia que Campos do Jordão parecia uma cidade europeia, mas mesmo assim fiquei surpreso. É muito diferente do que eu imaginava. Tipo, todas as casas aqui tem um padrão de telhado e uma aparência de madeira, o que faz parecer algo bem do interior daquelas cidades do Reino Unido. Foda demais, sério. Até Casas Bahia e Santander tem telhados nesse nipe, hahaha.

Conhecemos o hotel (que eu já havia fuçado pela internet), almoçamos e decidimos seguir rumo aleatório pela cidade e seguir placas de turismo.

MORRO DO ELEFANTE

Morro do Elefante é basicamente um Pico do Jaraguá, sem a parte do pico e sem a parte das escadas. É apenas um morro com 1800m de altitude. Tem esse nome porque de longe o morro tem um formato que lembra a tromba de um elefante. Também não tem centenas de escadas como o Pico do Jaraguá.

olha aí o barato

Ah, no Morro do Elefante tem uns teleféricos pra você dar uma de louco e descer o ABISMO por cima do Horto Florestal daqui. Não fomos nisso.

PEDRA DO BAÚ

Essa foi uma grande epopeia, amigos. Uma grande epopeia. Sério, acompanhe.

Após passearmos mais de carro pela cidade, repetimos o processo de escolha de percurso e fomos na direção que a placa apontava: “Pedra do Baú”. Ontem eu tinha visto uma imagem dessa tal Pedra e tinha achado legal. Pelo menos pra visitar.

não sei porque o "Baú". Aliás, que pedra feia nesse formato fálico terrível.

Sem conhecimento dos futuros obstáculos seguimos viagem e pegamos a estrada com mais curvas na história das estradas com curvas. A estrada tinha FUCKING 25km e era íngreme que nem o diabo. Subíamos e subíamos a montanha e então descíamos e descíamos. Curvas e mais curvas. Curvas fechadas como o canto de um quadrado.

E então após estar mais tontos do que a sua tia bêbada – que vai vomitar na sua casa nesse fim de ano (de novo) – e não termos mais ideia se estávamos muito altos ou muito baixos, ou se estávamos indo para o inferno (que tinha mudado de lugar para o céu), o trecho sem asfalto acabou.

Por estarmos muito pertos, continuamos na estradinha de terra, que subia e subia e subia. A neblina ENGROSSOU (eu sei que não é molho, mas você entendeu) e em questão de minutos não conseguíamos ver mais de 10m à nossa frente.

Com a raiva iminente e a mentira das placas que não sabiam contar os km (algumas diziam que restavam 16km e 100m depois já diziam que faltavam 10km), a desistência era algo que não teria uma discussão longa.

Outros insanos desciam a estrada de terra com seus automóveis. Até encontramos um parado.

Foi então que conseguimos falar com um motorista que descia. Sobre nossas dúvidas, respondeu “ainda falta uns 15 minutos” “não dá pra ver muito bem a pedra não, por causa da neblina”. Opa, 15 minutos? Nem fudendo, obrigado.

Demos meia volta e descemos. Percebemos que o dono do carro que estava parado pedia ajuda para os que desciam à nossa frente. Seu carro tinha quebrado. ALI, BEM NO MEIO DO MATO.

Conversamos com ele. O cara tinha muito azar. Primeiro porque não havia sinal nenhum de celular ali; o sinal tinha deixado de existir fazia uns 20 minutos. Segundo porque ele teria que andar, a pé, no mínimo 5 horas até conseguir o tal sinal. Terceiro que estava apenas com sua namorada no carro: e o medo de deixar o carro e ser roubado?

Felizmente pudemos ajuda-lo. Ele queria um guincho e quando chegássemos em Campos de Jordão, pediríamos um para a estrada da Pedra do Baú (que aliás, é uma estrada feita APENAS para visitar a tal montanha. É uma estrada única, com praticamente nenhuma saída).

Ele disse que tinha ido para a Pedra e descobriu algo que nos deixou mais felizes ao ter dado meia volta:
– Não bastava andar mais 15 minutos de carro para ver a Pedra. Para realmente ver a Pedra, precisaríamos FAZER UMA TRILHA NO MEIO DO MATO DE 1 HORA e depois disso, ESCALAR a Pedra por escadas de ferro, pregadas na própria pedra.

Loucura, amigos. Só queria talvez tirar uma foto com a família em frente dela, apenas no horizonte. Isso de contato é muito coisa de aventureiro.  Aliás, esse é um ponto turístico basicamente apenas para esse pessoal. Veja como essa Pedra é famosa.

Enfim, voltamos pra Campos, e após muito tempo, conseguimos mandar um guincho para resgatar o pobre coitado e sua namorada. Pelo menos a viagem FAIL para a Pedra do Baú deu certo por um bom motivo. Minha dica é: não a visite (A NÃO SER QUE VOCÊ VÁ COM UM GUIA ESPECIALIZADO E NÃO TENHA MEDO DA MORTE. To falando sério).

Detalhe: você deve estar se perguntando porque os outros não o ajudaram: bem, éramos os únicos até então que estávamos indo para Campos do Jordão. O resto ia para uma outra cidadezinha minúscula, São Bento do Sapucaí.

Jantamos, passeamos a pé,  e aqui estou eu na internet. Até a próxima, amigos 🙂 Espero não ter mais uma epopeia não-planejada de novo.

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